
O professor doutor Chao Lung Wen, chefe da Disciplina
de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP
e presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e
Telessaúde (CBTms), durante sua palestra

Mesa de abertura, com a participação do ministro da
Saúde, José Gomes Temporão (3º da esq. para a dir.)
e do diretor da Faculdade de Medicina da USP,
Marcos Boulos (último da esq. para a dir.)
Renomados profissionais da comunidade ibero-americana participaram do 1º Encontro de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Saúde, nos dias 7 e 8 de junho, na Faculdade de Medicina (FM) da USP. Organizado pela Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB) e pela Associação Ibero-americana de Centros de Investigação e Empresas de Telecomunicações (AHCIET), com o apoio do Ministério da Saúde, o evento apresentou mais de 20 experiências de 13 países. O objetivo foi promover a divulgação das iniciativas, a troca de informações e a transferência de boas práticas.
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participou da abertura do evento. Ele citou as principais experiências brasileiras: o Programa Telessaúde Brasil (www.telessaudebrasil.org.br), a Universidade Aberta do SUS (UnA-SUS) e a utilização de novas mídias em saúde pública. "A informação e a comunicação são as bases do processo educacional em saúde. E as redes sociais representam um novo espaço que tem sido utilizado pelo Ministério da Saúde como meio para esclarecimento e desmistificação de temas. Nossa equipe monitora as redes e dá respostas em tempo real às questões que surgem", afirmou Temporão.
Também participaram da abertura do encontro o Secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata; o presidente da AHCIET, Antonio Carlos Valente; o reitor da USP, João Grandino Rodas; o diretor da FMUSP, Marcos Boulos, o representante da SEGIB, Augustín Espinosa e o representante da Organização Mundial de Saúde (OMS), Marcelo D´Agostinho. "É um evento que tem a ver com a USP porque é vocação de nossa universidade a ultrapassagem da barreira dos Estados para o desenvolvimento de trabalhos conjuntos e simultâneos", destacou Rodas. "E também porque participamos dos programas Telessaúde Brasil, Pró-Saúde e PET Saúde, além de termos recebido o Prêmio Jovem Cientista 2008, do CNPq, pelo desenvolvimento do Projeto Jovem Doutor (www.jovemdoutor.org.br)", completou o reitor da USP.
Exemplos práticos e projetos nacionais foram apresentados por especialistas da Venezuela, Panamá, Equador, Argentina, Peru, Espanha, Índia, Estados Unidos, República Dominicana, México, Colômbia, Paraguai e Brasil. A palestra do chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTms), Chao Lung Wen, abordou as perspectivas sobre o futuro da Telemedicina no Brasil.
Segundo ele, esse futuro envolve o desenvolvimento das mais variadas soluções tecnológicas com o objetivo de gerar avanços na área de saúde. "Para atingir esse objetivo, é preciso haver uma compreensão do sistema de saúde e das demandas da sociedade", afirmou.
A Telemedicina, disse Chao, não pode ser vista como uma especialidade puramente tecnológica. "Se não ajudarmos na formação de vínculos sociais, não fizemos um bom trabalho", sentenciou. O presidente do CBTms defende que o trabalho da Telemedicina envolva sempre cultura, educação, prevenção e comunicação.
Para o professor Chao, porém, especialmente nos dias de hoje, não é possível ignorar o avanço das tecnologias. "As crianças já nascem praticamente com um palm na mão." Por isso, é necessário começar a pensar em desenvolver um amplo programa de acessibilidade digital e em criar novos ambientes de Telemedicina, como o centro de convenção digital interativo, os AI-A (Ambientes Interativos de Aprendizagem), os consultórios digitais, a TV digital e as redes sociais interativas.